Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia
Residência em Dermatologia pela UFMG
Especialização em tricologia pela USP
Dermatologista e Tricologista na Clínica Mirare
Preceptora de tricologia no Hospital das Clínicas da UFMG
Contato: (31) 9 9997-8677
Instagram: @dra.thaissacoelho
A maioria das pessoas com lúpus apresenta algum grau de fotosensibilidade. A proteção solar ajuda no controle da doença não só no que diz respeito aos sintomas cutâneos, mas também reduz exacerbações sistêmicas e melhora a evolução da doença. Além disso, o uso em longo prazo dos imunossupressores pode aumentar o risco de câncer de pele, tornando essa população duplamente susceptível aos efeitos danosos do sol. Ao mesmo tempo, é a população que mais se beneficia do uso regular de fotoprotetores.
Como então adotar de forma eficiente a fotoproteção no seu dia a dia?
Primeiro, o básico: medidas comportamentais.
· Evitar exposição direta ao sol, especialmente entre 10 horas e 16 horas, quando a incidência de raios UVB é maior.
· Usar roupas mais cobertas, se possível com tecidos de proteção solar, e chapéus de abas largas, sempre que possível.
· Lembrar que dias nublados e janelas não evitam a exposição aos raios UV.
Além dessas medidas, o uso de fotoprotetores, especialmente de amplo espectro com alto índice de proteção UVA e UVB.
Mas como escolher?
O FPS ( fator de proteção solar) traduz a fotoproteção aos raios UVB. Um FPS 30 tem 97% de proteção. Para pacientes com fotosensibilidade um FPS de 50 ou acima é o ideal.
O PPD ( “persistent pigment darkening) traduz a fotoproteção aos raios UVA, e no Brasil deve equivaler a um terço do valor do FPS.
Portanto, quanto maior o FPS e PPD melhor o protetor solar.
A quantidade aplicada é fundamental para a proteção adequada. Uma regra básica para adultos:
– uma colher de chá para rosto e pescoço ou para cada braço
– duas colheres de chá para o tronco ou para cada perna.
A aplicação deve ser 15 a 30 minutos antes de qualquer exposição solar, e em caso de praias, piscinas ou sudorese repor a cada duas horas.
Para casos mais desafiadores em adultos existe a possibilidade de associar “fotoprotetores orais”, que minimizam os efeitos danosos do sol na pele.
Vale pontuar aqui algumas peculiaridades das crianças :
Abaixo de 6 meses não aconselha-se usar protetor, e manter a criança no sol somente o período mínimo indicado pelo pediatra.
Para crianças entre 6 meses e 2 anos, sugere-se priorizar protetores físicos, que fazem efeito de barreira, e não usar os químicos. Os físicos têm menor potencial de penetração na pele, irritação e sensibilização. Geralmente nos rótulos é possível identificar esses protetores ideais para os pequenos.
Para crianças maiores de 2 anos idealmente manter os protetores físicos, se possível.
Por fim, a tecnologia segue evoluindo, e hoje já existem aplicativos que monitoram a incidência de raios UV em determinado local, com sinais de alerta para o paciente. Uma ferramenta a mais nesse
Proteção solar é prevenção, e prevenir é sempre a melhor escolha!