Endocrinologista titulada pela SBEM.
Membro do corpo clínico das equipes de Endocrinologia e Medicina do Esporte da Rede Materdei de Saúde.
Atua em consultório particular e participa de palestras sobre educação em saúde em eventos corporativos.
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A vitamina D é fundamental para a saúde dos ossos porque é responsável por absorver, no intestino, o cálcio que ingerimos através dos alimentos. Além de ajudar na formação do osso, a vitamina D também fortalece o sistema muscular e está associada a prevenção de fraturas em pacientes de risco como, por exemplo, idosos, mulheres na pós-menopausa e pessoas que fazem uso crônico de corticóides.
A vitamina D é também reconhecida por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e neuroprotetoras, melhorando a saúde imunológica. Está presente em alguns alimentos, como peixes de água fria (salmão, truta, sardinha, atum), laticínios e ovos, porém em baixas concentrações. Sendo assim, a principal fonte de vitamina D é o nosso próprio corpo, que é capaz de produzi-la a partir da exposição ao sol.
A quantidade de vitamina D que a nossa pele produz depende de muitos fatores, incluindo a hora do dia, a estação do ano, a latitude e a pigmentação da pele. Dependendo de onde você mora e do seu estilo de vida, a produção de vitamina D pode diminuir ou desaparecer completamente durante os meses de inverno. O protetor solar, embora importante para prevenir o câncer de pele, também pode diminuir a produção de vitamina D.
Pessoas que não se expõem regularmente ao sol estão sob risco de desenvolverem a deficiência de vitamina D e, para elas, a suplementação é recomendada. A dose varia de acordo com a idade e o risco de enfraquecimento do osso que pode acontecer em algumas situações específicas como: uso de determinados medicamentos, tabagismo, sedentarismo, lesões ou fraturas prévias, gravidez, amamentação e doenças que cursem com diarréia ou má-absorção intestinal.
Para fazer a reposição da vitamina D, existem formulações líquidas, cápsulas ou comprimidos que podem ser ingeridos por dia, por semana ou por mês. As doses e intervalos são definidas pelo médico de acordo com os níveis dosados da vitamina D no sangue e a categoria de risco que o paciente se encaixa. Os suplementos geralmente são bem tolerados, eficientes e seguros. Em alguns casos, podem estar associados também ao cálcio.
Formulações comerciais não-orais ou altas dosagens de vitamina D por períodos prolongados podem fazer com que muito cálcio se acumule no corpo (hipercalcemia), gerando prejuízo para o sistema nervoso central, ossos, rins e coração, inclusive com risco de arritmia cardíaca.
Para se manter os ossos fortes, sem comprometer a saúde em geral, as recomendações permeiam hábitos de vida saudáveis como uma boa nutrição, que priorize o consumo de fontes de cálcio e proteínas, uma rotina atividade física, pois o impacto é fundamental para a renovação óssea, a exposição ao sol regular, para otimizar a produção de vitamina D.
Quer um bom conselho? Exercite-se ao ar livre!